Unidade na diversidade!
Eu reconheço um brasileiro em qualquer lugar do mundo, pela língua, gírias, bandeira de Pernambuco ou um Chimarrão na mão, pelo “oxi”, “aí brow”, “manos” e “cachorras”.
Reconheço um brasileiro em qualquer lugar do mundo, pela solidariedade, o “jeitinho” em resolver as coisas, deixar compromissos para a última hora, festa na laje, querer ser celebridade, pelo amor ao futebol, andar com a camisa verde e amarela, comer “Buchada de Bode”, “Churrasco Gaúcho”, chamar sanduíche com hambúrguer de “Baurú”.
Reconheço em qualquer lugar do mundo, pelo trabalho, dedicação, se virar com pouco dinheiro e ainda sorrir, correr atrás de trio elétrico, se emocionar com sertanejo, pular no rock, dançar música pop, forró, brega, entrar em transe no techno, cantar a música popular brasileira, manter viva suas tradições, seu folclore e apesar de toda a cultura de massa, ainda prestigiar, inclusive os mais jovens, a cultura popular de sua região e das outras.
Reconheço, pois ser brasileiro é nascer e se manter na diversidade, ser diversidade, viver na miscigenação de culturas, etnias, classes sociais, viver na busca da paz e compreensão do outro, aceitação do outro com suas diferenças.
Quando um gaúcho ou um nordestino defende a vivência de sua tradição, de sua identidade, não se vê ninguém dizer que fazendo isso se opõe a ser brasileiro, que tem de ser uma tradição só.
Não dá no sentimento e antropologicamente falando, para brasileiro ser só mineirinho, caboclo, calango do serrado ou ser somente brasileiro.
Pois brasileiro é ser Potiguar, Paraense, Gaúcho, Carioca da Gema, Mineiro!
Apesar de suas identidades culturais regionais, são todos brasileiros, isso é nosso ser, com um só sentimento, uma luta, um caminho em comum, sempre unidos na diversidade.
